A partida
Sinopse:Daigo Kobayashi (Masahiro Motoki) é um devotado violoncelista japonês de uma orquestra que está sendo desmantelada. Agora, ele procura por um novo emprego e decide mudar para sua cidade natal com sua esposa. Lá, ele consegue trabalho como um preparador de cadáveres para funerais e passa a refletir sobre a vida e a morte.
Nome original: Okuribito
Gênero: Drama
Tempo: 130 min.
Lançamento: 2009
Classificação: 10 anos
Diretor: Yojiro Takita
Atores: Masahiro Motoki , Tsutomu Yamazaki , Ryoko Hirosue, Kazuko Yoshiyuki , Kimiko Yo
Adicionais: Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2009
Trailer:
Imagens:
Crítica:
A morte é sempre um tema complicado de se tratar, inclusive no cinema.
Nesse longa-metragem ela é tratada como uma partida, uma despedida. Mas não é somente desse tipo de partida que o filme trata. Ele aborda as pequenas partidas e a necessidade de recomeço que enfrentamos durante toda a vida.
Daigo, o protagonista, precisou recomeçar após perder seu poético emprego dos sonhos, quando sua orquestra se desmancha. Ele volta para o interior, para morar na casa de sua falecida mãe, acompanhado de sua amiga-esposa sempre ao seu lado. Sempre não.
Quando ele arruma um emprego vitimado pelo preconceito da sociedade em que vive, até ela vai embora.
Daigo consegue ver beleza no que faz. Aliás, isso não é privilégio dele. O filme é emocionante e contagiante, mesmo sem querer o ser. Não há apelo emocional, nem sequer choro exagerado. Mas, enquanto o protagonista aprende a preparar os corpos para a cremação, tornando-os o mais parecido com o que eram quando em vida - em um balé de respeito e reverência a lembrança do vivo e consideração à família - quem assiste repensa a própria vida e o significado da morte.
Estamos envoltos em uma massa passageira, mas em respeito à essência dos vivos e a lembrança dos mortos, Daigo se apega ao seu trabalho e deseja, assim como o diretor Takita, que todos entendam a beleza da vida e a respeite, até na hora da morte.
A trilha sonora de Joe Hisaishi baseada em Brahms, Beethoven e Schubert e a paisagem montanhosa recheada de cerejeiras completam esse filme imperdível!
Opinião:
Renato Pacheco, 54 anos, economiário.
Ainoã Scatolin









3 comentários:
Sou uma pessoa "levemente" preconceituosa.
22 de junho de 2010 às 05:44E...quando comecei a assistir esse filme os meus pré-conceitos estavam TODOS alertas... "PROVAVELMENTE NÂO VOU GOSTAR"! PROVAVELMENTE NEM ENTENDER VOU!
Fui surpreendida, impactada, sensibilizada...
O filme é lindo! A cultura é maravilhosa!
O assunto da morte é tratado com um refinamento , com uma honra...que tornou nobre o que para mim era motivo do preconceito.
Recomendo!
Em se tratar de drama os Jap's são extremos mesmo...
22 de junho de 2010 às 05:53De violoncelista a preparador de cadáveres, mas tudo é uma tênue linha para trazer a beleza da vida. Para assistir com a caixa de lenços.
Neste filme, varios pontos devem ser levados em conta.
22 de junho de 2010 às 07:59As "mudanças" devem ser superadas sempre. Tanto físicas, como espirituais ou morais. Não é facil ocupar uma posição social e aparentemente, andar pra tras. Mas Daigo aprende a gostar e começa a desfrutar das belezas da nova vida. Mais uma lição pra colocarmos em pratica.
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