Comer, Rezar, Amar de Elizabeth Gilbert

Editora: Objetiva | Nº de Página: 344
Quando completou 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo que uma mulher americana moderna, bem-educada e ambiciosa pode querer: um marido, uma casa de campo, uma carreira de sucesso. Mas não se sentia feliz: acabou pedindo divórcio e caindo em depressão. Passando por vários relacionamentos que não deram certo ela decidiu dar uma pausa na vida, para refletir, viajar, cuidar dela mesma.
O livro Comer, Rezar, Amar narra as memórias da autora, que viajou por três países – Itália, Índia e Indonésia - por um ano para tentar se “reencontrar”. Com sua vida toda debilitada após um árduo processo de divórcio, sentiu que precisava de um tempo para se reestabelecer – e mais que isso, se renovar como pessoa. Decidiu rumar à Itália para aprender a sentir prazer através da comida e para aprender italiano, idioma pelo qual sempre se sentiu atraída. Na Índia se concentrou em sua espiritualidade, praticando meditação e buscando um auto-conhecimento mais profundo. Em Bali, na Indonésia, tinha a intenção inicial de se preparar para voltar aos Estados Unidos, mas pelas curvas do destino, encontrou o amor de seus sonhos por lá e aprendeu não só a amar mais autenticamente, como a se deixar ser amada.
É justamente esse tom romanceado, aparentemente natural, que atribui ao livro essa qualidade tão magnética. Mas não é só isso. A autora é de uma sensibilidade mental refinadíssima e ora nos comove com suas experiências tão bem retratadas com suas palavras, ora nos faz rir com seu aguçado senso de humor.
Se você é uma pessoa prática e objetiva e vive satisfeita com a própria vida, talvez a história não lhe interesse. Por outro lado, quem têm uma cisma com essa vida, que anseia por refletir sobre a própria existência, e vive assolado por dúvidas de todos os lados, encontrará nos relatos da autora uma infindável seqüência de grandes momentos, emoções e uma profunda busca pela religião.
E há também um filme baseado no livro que estreará em 2011 nos cinemas dos Estados Unidos e no nosso em seqüência. A atriz Julia Roberts interpretará a escritora Elizabeth Gilbert. Até o momento também estão confirmados a participação dos atores Richard Jenkins (Queime depois de ler), Javier Bardem (Vicky Cristina Barcelona) e James Franco (Homem Aranha).
O filme ainda está em pré-produção e será dirigido por Ryan Murphy (roteirista, produtor e diretor de vários episódios da série "Nip/Tuck") e conta com o ator Brad Pitt como um dos produtores.
Assista o trailer.
Aqui vai um pequeno trecho do livro:
Capítulo 1
Eu queria que Giovanni me beijasse.
Ah, mas são tantos os motivos que fariam disso uma péssima idéia... Para começar, Giovanni é dez anos mais novo do que eu, e – como a maior parte dos rapazes italianos de vinte e poucos anos – ainda mora com a mãe. Só esses dois fatos já fazem dele um parceiro romântico improvável para mim, já que sou uma americana de trinta e poucos anos que trabalha, acaba de passar por um casamento falido e por um divórcio arrasador e interminável, imediatamente seguido por um caso de amor apaixonado que terminou com uma dolorosa ruptura. Todas essas perdas, uma atrás da outra, deixaram em mim uma sensação de tristeza e fragilidade, e a impressão de ter mais ou menos 7 mil anos de idade. Por uma simples questão de princípios, eu não imporia essa minha pessoa desanimada, derrotada e velha ao adorável, inocente Giovanni. Sem falar que eu finalmente havia chegado à idade em que uma mulher começa a questionar se a maneira mais sensata de superar a perda de um lindo rapaz de olhos castanhos é mesmo levar outro para sua cama imediatamente. É por isso que já faz muitos meses que estou sozinha. É por isso, na verdade, que decidi passar este ano inteiro sozinha.
Diante do que o observador mais arguto poderá perguntar: "Então por que você veio para a Itália?"
E tudo que posso responder – sobretudo quando olho para o belo Giovanni do outro lado da mesa – é: "Boa pergunta."
Fonte do trecho do livro: Veja.com
Diante do que o observador mais arguto poderá perguntar: "Então por que você veio para a Itália?"
E tudo que posso responder – sobretudo quando olho para o belo Giovanni do outro lado da mesa – é: "Boa pergunta."
Fonte do trecho do livro: Veja.com
Joyce Meirelles







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