Scott Pilgrim contra o mundo

Quem já se perguntou o que daria da junção de quadrinhos e cinema? A resposta pode ser o novo filme Scott Pilgrim contra o mundo. Usando recursos das HQs, o filme traz a luta de Scott, que para conseguir ficar com a menina dos seus sonhos, precisa derrotar seus sete ex-namorados antes. Com cenas que lembram também jogos eletrônicos, Scott enfronta os ex com lutas, duelos de guitarras, e outros tipos de disputas.

O filme estréia no Estados Unidos em 13 de agosto, e sem data ainda para o Brasil, mas a HQ já está disponível. A saga em quadrinhos tem originalmente 6 volumes, que correspondem a 3 volumes para o Brasil. Ou seja, dois volumes são lançados de cada vez no Brasil, isso para agilizar a publicação aqui e concluir a saga a tempo de pegar o lançamento do filme, cujo roteiro já engloba todos os seis volumes.


Any Laila
Leia Mais

5º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo

Para quem ama a sétima arte, não bastam só amostras. É preciso muito mais para satisfazer os fanáticos por cinema. E é para esse público que o Memorial da América Latina promove em todo os anos, no mês de julho, o Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo. Esse ano já é a 5ª edição do evento que presenteia o público com debates, oficinas, aulas e, claro, muitos filmes da recente e da histórica cinematografia latino-americana.

Ao longo desses quatro anos, foram mais de 400 filmes, entre longas, médias e curtas, exibidos para aproximadamente 16 mil pessoas. Cada edição presta homenagem a um diretor ilustre que representa o melhor da produção do continente. Alguns dos diretores que já passaram pelo tapete vermelho do Memorial são os argentinos Fernando Birri e Fernando Solanas (foto ao lado), o mexicano Paul Leduc e o brasileiro Nelson Pereira dos Santos. Mas quem ganha, na verdade, é o próprio público, que tem a oportunidade de, não só assistir as obras de grandes mestres do cinema, como também assistir aulas-magnas proferidas por cada diretor.

Não perca o 5º Festival de Cinema Latino-Americano de São Paulo, de 12 à 18 de julho de 2010.

Memorial da América Latina – Av. Auro Soares de Moura Andrade 664, Barra Funda
Cinesesc - Rua Augusta 2075, Cerqueira Cesar
Sala Cinemateca - Largo Senador Raul Cardoso 207, Vila Mariana
Museu da Imagem e do Som – Av. Europa, 158, Jardim Europa
Cinusp Paulo Emílio - Rua do Anfiteatro 181 favo 4, Cidade Universitária
ENTRADA FRANCA


Any Laila
Leia Mais

Chopin 2.0

Há 200 anos, nascia na pequena cidade de Żelazowa Wola, na Polônia, um dos maiores nomes da música do século XIX. Fryderyk Franciszek, que depois de se mudar para a França ficou conhecido como Frédéric Chopin (1810-1849), é tido como um dos mais importantes compositores para piano e um dos mais influentes músicos do período romântico.

Suas obras, sempre carregadas de sentimentalismo, revelam, assim como também ocorre com outros compositores, um pouco daquilo que ele sentia ou por quais fases estava passando quando compunha suas músicas.

Chopin também é conhecido por seu romance com a escritora Amandine-Aurore-Lucile Dupin, conhecida por seu pseudônimo Georg Sand. Em todo o mundo, concertos especiais estão ocorrendo neste ano para lembrar as contribuições que ele deixou, que ainda se mantém vivas ao longo dos anos.

Confira aqui uma série de reportagens sobre o compositor, produzidas pela Rádio CBN, e abaixo duas interpretações de suas obras.

Noturno em C# menor


Estudo (12) para piano, Opus 25 - nº 24 em C menor, 'Oceano'




Leia Mais

“O importante é que emoções eu vivi”

Eu me tornei o que sou hoje aos 24 anos, numa noite gélida do inverno de 2010, quando minha professora de Webjornalismo me incumbiu de escrever as crônicas da sessão Ponto de Vista da revista Mais Cult. Quem já leu o livro o Caçador de Pipas do escritor Khaled Hosseini, certamente percebeu que a frase de abertura desse parágrafo é uma paráfrase à abertura do romance.

Quão bom é mergulhar em uma obra literária e deixar a história nos levar pelos cantos mais remotos da imaginação ou da relidade vivida por outra pessoa a milhares de quilômetros de distância. No caso do caçador de pipas, é interessante ficar daqui do ocidente imaginando a Cabul descrita por Hosseini: sem ruínas, sem guerra, onde as crianças podiam brincar e correr atrás de pipas. Uma Cabul bem diferente do que vemos nos jornais hoje!

Quanta emoção é ler a história dos “miseráveis” Jean Valjean, Fantine, cosetti na conflituosa França do século 19 descrita por Vitor Hugo e poder identificar em nossos dias situações de desventuras semelhantes. Que legal também é assistir a um filme ou um seriado que discuta a realidade da vida ou que nos confronte com os seus extremos, despertando em nós sentimentos os mais diversos e confusos possíveis: alegria, tristeza, prazer, ódio, repulsa. Estes dois últimos, o filme “Ensaio Sobre Cegueira” soube despertar muita bem.

Dizem que homem não chora, mas diante de um filme como O Amor é Contagioso, um livro de história envolvente como Crônicas de Uma Morte Anunciada - neste o leitor quase perde o fôlego com a narrativa que Gabriel García Márques faz de Cristo Bedoya correndo pelas ruas procurando por seu amigo Santiago Nasar para avisá-lo que os irmãos Vicario haviam anunciado que o matariam.

E o que dizer de ligar o rádio altas horas da noite e ouvir uma música que não foi você quem escolheu, mas que cala fundo em teu coração e te faz viajar pelo passado, revivendo cada momento especial de sua vida? Se outros homens não choram, não sei. Diante de tais manifestações culturais, porém, confesso que, eu, muitas vezes chorei e outras tantas sorri, mas como diria Roberto Carlos: “o importante é que emoções eu vivi”.

Cleber Caires
Leia Mais

Tudo pode dar certo

Sinopse:

Boris Yellnikoff (Larry David) é um velho rabugento que tem o hábito de insultar seus alunos de xadrez. Ex-professor da Universidade de Columbia, ele considera ser o único capaz de compreender a insignificância das aspirações humanas e o caos do universo. Um dia, prestes a entrar em seu apartamento, Boris é abordado por Melodie St. Ann Celestine (Evan Rachel Wood), que lhe implora para entrar. Ele atende ao pedido, a contragosto. Percebendo sua fragilidade, Boris permite que ela fique no apartamento por alguns dias. Ela se instala e, com o passar do tempo, não aparenta ter planos de deixar o local. Até que um dia ela lhe diz que está interessada nele.

Título original: (Whatever Works)
Direção e roteiro: Woody Allen
Gênero: Comédia
Duração: 01 h 32 min
Ano de lançamento: 2009 (França e EUA)
Estúdio: Wild Bunch / Perdido Productions / Gravier Productions
Distribuidora: Sony Pictures Classics / California Filmes

Trailer:





Imagens:

















































Tudo pode dar certo

São as belezas de Manhattan, Nova York, que Woody Allen usa, mais uma vez, para falar sobre conflitos humanos e a imensidão da vida. Tudo pode dar certo é o quadragésimo quarto filme dirigido por Woody. Na maioria deles, senão em todos, ele também assina o roteiro.

Não diferente das outras comédias de costumes criadas pelo cineasta, Tudo pode dar certo apresenta diálogos recheados com sacadas afiadas e pouco delicadas sobre as relações humanas. Não é nada difícil perceber o tom de sátira presente no filme e falas que vão de acordo com a maneira liberal de se viver em Nova York.

O filme conta a trajetória de Boris (Larry David), um inteligente, porém neurótico e anti-social ganhador de prêmio Nobel em Física. Nesse contexto surge Melodie (Evan Rachel Wood), uma garota (bem) mais nova que se apaixona pelo vivido Boris. A partir daí, então, a narrativa ágil e direta aponta claramente os conflitos dos personagens.

Pra quem já conhece as obras de Woody Allen, ou gosta das criações do cineasta, não dá pra fugir da impressão de repetição e previsibilidade em Tudo pode dar certo. Mesmo assim, a impressão que sobra no final, é de que nada deu errado.

Com informações de:
Adoro Cinema
Omelete

Liana Feitosa
Leia Mais

O músico no mercado de trabalho

Como em qualquer atividade profissional, o musicista precisa ter um perfil adequado para o mercado de trabalho. Além de atuar como instrumentista em orquestras sinfônicas ou eventos, só para citar alguns, o profissional pode lecionar prática instrumental e vocal em conservatórios. Sem falar, é claro, da atuação em escolas e igrejas, regendo grupos musicais.

Sendo assim, o músico pode atuar em coros, cameratas e no ensino superior, por exemplo. O leque de oportunidades é amplo: diretor musical, maestro e até mesmo professor universitário são algumas opções. Tudo vai depender da formação – seja ela acadêmica ou não – do músico em questão.

Só que as salas de aula e o meio artístico não são as únicas alternativas rentáveis para o bacharel ou licenciado em música. A produção musical de CDs ou trilhas sonoras para filmes pode ser uma grande oportunidade, uma vez que o mercado nessa área é cada vez mais competitivo.

O jeito é se virar e correr atrás de rendas alternativas. Nesse sentido, a própria arte se apresenta de formas variadas. Na produção de documentários indies (alternativo), por exemplo, os serviços de produção de trilhas sonoras acaba representando um grande filão para músicos independentes. Tudo isso é possível, mas é preciso levar jeito para a coisa. “Um instrumentista precisa ter habilidade na execução sonora e rítmica”, salienta o professor de Música e diretor da Escola de Artes do Centro Universitário Adventista de São Paulo, Vandir Schäffer. Segundo ele, a educação musical vai depender da prática instrumental e capacidade de assimilação teórica. “Qualquer profissão que exija um perfil para o mercado de trabalho será exigente para quem não desenvolveu essas competências”, assegura. Para Schäffer a atividade musical tem restrições como qualquer outra ocupação.

Remuneração

O salário de um músico varia bastante. Segundo Roberto Calderini, da Ordem dos Músicos de São Paulo, entidade que regulamenta e fiscaliza a profissão em todo o Estado, é difícil estabelecer um salário ou média de renda para toda a categoria. “A negociação de um cachê varia bastante. Vale lembrar também que esse contato entre o artista e o empresário é uma relação comercial e não apenas artística”, alega. Em função disso, o preço de um show de determinado cantor pode ser diferente em relação a outro. “No meio musical existe um termo que usamos bastante. É a prostituição do músico. Tem gente que estuda muito, aprende diferentes métodos, investe em acordoamento – dependendo do instumento – e repertório e tem de se submeter a um pagamento de 50 reais por noite”, reclama em alusão aos profissionais não regulamentados que cobram menos. “Aí fica difícil. Por causa de situações como estas, muitas vezes o musicista acaba aceitando uma remuneração inferior”, aponta.

Apesar da variação entre os salários, que pode chegar em média a um valor de 750 reais, segundo reportagem do site Empregos [http://carreiras.empregos.com.br/comunidades/campus/profissoes/musicos.shtm], é possível obter uma renda um pouco mais estável, como em orquestras sinfônicas. Para isso, o candidato precisa ser aprovado em concurso público. A remuneração, que varia entre três e cinco mil reais, será feita de acordo com as licitações da prefeitura municipal onde foi feita a avaliação. Conforme explica o professor do Centro Universitário Adventista (Unasp) e doutor em Regência e Literatura pela Universidade norteamericana de Illinois, Jetro Meira de Oliveira, a carga horária semanal auxilia o profissional na realização de outras atividades. “Geralmente o instrumentista de uma orquestra tem os períodos da tarde e noite livres. A promotoria de eventos ou mesmo a docência universitária são boas oportunidades de ocupação extra”, analisa.

Educação musical

De acordo com o professor particular de viola, Jonas Góes, o estigma em relação à atividade musical é uma questão cultural e histórica. Ele cita a assimilação feita entre o violonista e a vida noturna. “Por ser um instrumento popular e gostoso de ouvir, o violão é utilizado com freqüência em bares e pubs. Mas isso não tem nada a ver com a habilidade, liberdade de movimentação e execução musical que o instrumento permite, ou o seu valor artístico”, defende.

Goes acredita que a educação de um país reflete a cultura musical comercializada pela indústria fonográfica. “O índice de analfabetização funcional ainda é alto no país. Isso vai refletir a realidade política e econômica na própria letra das músicas”, justifica. Além disso, o músico critica a influência dos meios de comunicação ao difundir essa imagem ruim para o profissional da música.

Leonardo Siqueira
Leia Mais

Forró universitário existe?

Sertanejo, forró, rave. Para todo tipo de música, existe uma variação mais teen, que alguns preferem chamar de universitária. O forró universitário, por exemplo, é uma herança dos nordestinos, trazido ao Rio e à São Paulo. A dança ficou conhecida por causa do jeito do passinho básico dois pra lá e dois pra cá, que se parece com a polca, e é fácil de executar. O sucesso da dança alavancou a venda de CDs e a divulgação de shows e bandas como Falamansa. A qualidade das letras também atraiu as classes média e alta, que eram são hoje praticamente os maiores seguidores da nova onda. Agora, é a vez do sertanejo universitário. E novamente, a febre acontece no sudeste do Brasil, mais especificamente no interior de São Paulo.

Mas afinal, o que é o sertanejo universitário? Em entrevista ao site Badalados, Luan Santana, um dos maiores expoentes da categoria, revela que as raízes são as mesmas. “A moda de viola ainda é a pegada, mas hoje, o universitário assumui que ouve e gosta do sertanejo e isso é que faz a diferença”, diz ao site. Em outras entrevistas, o fenômeno teen confessa que não liga muito para o rótulo. Para alguns, como é o caso do publicitário Gustavo de Moura Bastos, o nome não passa de uma jogada de marketing. “A participação do marketing nesse processo nos leva a perceber que essas mudanças na música sertaneja, são na verdade, adaptações ao mercado”, escreve. A monografia pode ser baixada clicando aqui. E você, o que acha?

Leonardo Siqueira
Leia Mais