O Símbolo Perdido
Para os fãs do professor Robert Langdon, e suas aventuras repletas de enigmas, símbolos com significados que misturam ciência, história, e seu principal tempero, religião a terceira saga do intelectual em simbologia de Havard, sai da Europa e vem direto para a capital americana. Após uma caçada humana em Paris (Código Da Vinci), e uma explosão no Vaticano (Anjos e Demônios), Langdon é convidado as pressas para ministrar uma palestra em Washington, por seu rico amigo e mentor Peter Solomon, que por sua vez é um ilustre maçom e filantropo (O Símbolo Perdido). Ao chegar ao local da dita palestra, o Capitólio dos Estados Unidos, Langdon percebe que caiu em uma armadilha feita por um psicopata que se autodenomina Mal’akh (”anjo” em hebraico). Convicto de que os instituidores de Washington, grande parte mestres maçons, esconderam relíquia dentro da cidade capaz de dar poderes sobre-humanos aquele que a encontrar, Mal’akh sequestra Solomon, no qual a condição para resgatá-lo é a ajuda de Robert com seus conhecimentos. O simbologista, para variar, entra em uma corrida contra o tempo para salvar aquele que fez papel de seu pai quando menor.
O Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian são alguns dos pontos da capital americana em que se encontram verdades ocultas, símbolos maçônicos entre outros segredos. Ao desenrolar da trama o professor, mais uma vez, conta com uma ajuda feminina, elegante e inteligente. Esta é a vez de Katherine, irmã de Peter conceituada cientista que estuda a influencia da mente humano no mundo físico, a Noética.
Como sempre, quando se trata de segredos e poder muitos são os envolvidos, poucos os prováveis como Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Um dos momentos de tensão fica por conta da situação em que Langdon é preso em um tanque que esta enchendo rapidamente de água e ele tem 60 segundos para decifrar um padrão codificado de 64 símbolos, em uma narrativa de perder o fôlego.
Os temas maçonaria, Washington, seus fundadores, símbolos e tesouros não são novidades nem na literatura, nem na grande tela. O filme A Lenda do Tesouro Perdido, da Buena Vista International, empresa da Disney, tendo como protagonista Nicolas Cage no papel de Benjamin Franklin Gates explora exatamente cada um desses pontos. Mas como se trata de um tema de grande ocultismo, as suposições sobre seus segredos são inesgotáveis. A Columbia Pictures já começou a adaptar livro para a versão filme, agora com o roteirista Steven Knight, e a ainda não confirmada, mas esperada, presença do ator Tom Hanks. Espera-se apenas que dessa vez seja realmente uma ADAPTAÇÃO do livro de Dan Brown, ação cumprida com muitas falhas nas duas edições anteriores.
Allana Ferreira
Dados: Brown, Dan. O Símbolo Perdido. Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2009, 489 pp
Trecho de O Símbolo Perdido, de Dan Brown







0 comentários:
Postar um comentário