quarta-feira, 9 de junho de 2010

Às margens do Rio Sagrado

Sinopse:
Aos oito anos de idade, na Índia dos anos 30, Chuyia não é apenas casada: já é viúva e nunca conheceu o marido. De acordo com a tradição, Chuyia é enviada para uma casa que acolhe viúvas, onde estas são obrigadas a ficar isoladas da sociedade, até ao final das suas vidas, sem que possam casar novamente. Na concepção religiosa dos Hindus, com a morte do marido, a mulher assume uma condição de meia-morta, como se ela tivesse falecido também. Chuyia não se adapta a essa condição e apesar de ainda muito jovem, será a indutora de uma reflexão acerca da condição de vida daquelas mulheres. No viuvário, Chuya conhece Kalyani, uma bela e jovem viúva de quem se torna amiga, e que ousa desafiar as regras apaixonando-se por um jovem que está disposto a confrontar a tradição instituída.

Nome original: Water
Origem: Índia/Canadá
Gênero: Drama/Romance
Tempo: 117 min.
Lançamento: 2005Classificação: 12 anos
Diretora: Deepa MehtaAtores: Sarala, Lisa Ray, Seema Biswas, Kulbhushan Kharbanda, John Abraham, Mohan Jhangiani
Adicionais: Vencedor do Festival de Veneza de 2006

Trailer:



Imagens:














Crítica:
O filme é um mergulho de cabeça na cultura indiana. A diretora Deepa Mehta não mede esforços para transmitir a condição em que, até hoje, vivem as mais de 34 milhões de viúvas na Índia. E é por esse, e seus outros filmes considerados subversivos, que há muito tempo ela não é mais bem vinda ao país.
Segundo ela, por lá as crianças são forçadas a se casarem com adultos e quando estes morrem,
passam vidas inteiras sendo desprezadas nos viuvários e consideradas impuras por toda a sociedade. Uma sociedade muito dúbia em seus princípios, uma vez que as viúvas são ignoradas, mas as mais jovens e bonitas são exploradas em uma rede de prostituição.
Mesclando reflexão com meditação, o longa demonstra como os ideais de igualdade e liberdade de Gandhi ajudaram na transformação da sociedade indiana. No final, a moral: Ninguém muda o mundo sem mudar internamente e ninguém se satisfaz com sua mudança interna sem lutar pela mudança do mundo. Water, seu título original, faz parte da trilogia: Fire, Earth, Water (Fogo, Terra, Água).

Ainoã Scatolin

3 comentários:

Ariel Vido disse...

... é triste como a sociedade Indiana parece ser algo saído do mundo de um Tolkien doentio. As bizarrices de costumes e leis são surpreendentes, e viva a ocidentalização das culturas. Vamos queimar os livros das leis indianas a beira do córrego do Pirajussara.

22 de junho de 2010 às 05:35
Josiane disse...

Quando assisto um filme como esse fico chocada com as incompatibilidades que esse país carrega em seu bojo.
São cenas, climas, cores, sentimentos, rituais, tradições... belíssimos...carregados de poesia.
Mas...junto, virando a esquina tudo é uma pobreza, ignorancia, miséria, incompetência, impotência...
Opostos, antagónicos...
Sendo assim, amei o filme...ou melhor não gostei nada do filme... pensando bem... achei MUITO BOM.... mas, não gostei do filme. Entendeu ?

22 de junho de 2010 às 05:37
Tamiris disse...

Não dá para acreditar que, em pleno seculo XXI, ainda as mulheres sejam tratadas como objetos!!!!
Sabemos que a tradição e cultura indiana são muito forte, mas o filme nos leva a uma reflexão quanto a "não vida" daquelas mulheres.
Muito bom, mas..... TRISTE!

22 de junho de 2010 às 07:21

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