Às margens do Rio Sagrado
Sinopse:Aos oito anos de idade, na Índia dos anos 30, Chuyia não é apenas casada: já é viúva e nunca conheceu o marido. De acordo com a tradição, Chuyia é enviada para uma casa que acolhe viúvas, onde estas são obrigadas a ficar isoladas da sociedade, até ao final das suas vidas, sem que possam casar novamente. Na concepção religiosa dos Hindus, com a morte do marido, a mulher assume uma condição de meia-morta, como se ela tivesse falecido também. Chuyia não se adapta a essa condição e apesar de ainda muito jovem, será a indutora de uma reflexão acerca da condição de vida daquelas mulheres. No viuvário, Chuya conhece Kalyani, uma bela e jovem viúva de quem se torna amiga, e que ousa desafiar as regras apaixonando-se por um jovem que está disposto a confrontar a tradição instituída.
Nome original: Water
Origem: Índia/Canadá
Gênero: Drama/Romance
Tempo: 117 min.
Lançamento: 2005Classificação: 12 anos
Diretora: Deepa MehtaAtores: Sarala, Lisa Ray, Seema Biswas, Kulbhushan Kharbanda, John Abraham, Mohan Jhangiani
Adicionais: Vencedor do Festival de Veneza de 2006
Trailer:
Origem: Índia/Canadá
Gênero: Drama/Romance
Tempo: 117 min.
Lançamento: 2005Classificação: 12 anos
Diretora: Deepa MehtaAtores: Sarala, Lisa Ray, Seema Biswas, Kulbhushan Kharbanda, John Abraham, Mohan Jhangiani
Adicionais: Vencedor do Festival de Veneza de 2006
Trailer:
Imagens:


Crítica:
O filme é um mergulho de cabeça na cultura indiana. A diretora Deepa Mehta não mede esforços para transmitir a condição em que, até hoje, vivem as mais de 34 milhões de viúvas na Índia. E é por esse, e seus outros filmes considerados subversivos, que há muito tempo ela não é mais bem vinda ao país.
Segundo ela, por lá as crianças são forçadas a se casarem com adultos e quando estes morrem,
passam vidas inteiras sendo desprezadas nos viuvários e consideradas impuras por toda a sociedade. Uma sociedade muito dúbia em seus princípios, uma vez que as viúvas são ignoradas, mas as mais jovens e bonitas são exploradas em uma rede de prostituição.
Mesclando reflexão com meditação, o longa demonstra como os ideais de igualdade e liberdade de Gandhi ajudaram na transformação da sociedade indiana. No final, a moral: Ninguém muda o mundo sem mudar internamente e ninguém se satisfaz com sua mudança interna sem lutar pela mudança do mundo. Water, seu título original, faz parte da trilogia: Fire, Earth, Water (Fogo, Terra, Água).
Ainoã Scatolin







3 comentários:
... é triste como a sociedade Indiana parece ser algo saído do mundo de um Tolkien doentio. As bizarrices de costumes e leis são surpreendentes, e viva a ocidentalização das culturas. Vamos queimar os livros das leis indianas a beira do córrego do Pirajussara.
22 de junho de 2010 às 05:35Quando assisto um filme como esse fico chocada com as incompatibilidades que esse país carrega em seu bojo.
22 de junho de 2010 às 05:37São cenas, climas, cores, sentimentos, rituais, tradições... belíssimos...carregados de poesia.
Mas...junto, virando a esquina tudo é uma pobreza, ignorancia, miséria, incompetência, impotência...
Opostos, antagónicos...
Sendo assim, amei o filme...ou melhor não gostei nada do filme... pensando bem... achei MUITO BOM.... mas, não gostei do filme. Entendeu ?
Não dá para acreditar que, em pleno seculo XXI, ainda as mulheres sejam tratadas como objetos!!!!
22 de junho de 2010 às 07:21Sabemos que a tradição e cultura indiana são muito forte, mas o filme nos leva a uma reflexão quanto a "não vida" daquelas mulheres.
Muito bom, mas..... TRISTE!
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