Verônica
(Fotos: Estevam Avellar)




Para os que acham que brasileiro só faz filme recheado com cenas de sexo e violência, “Verônica” é prova de que essa não é uma verdade absoluta. “Verônica” mostra, sim, parte do Brasil do qual não nos orgulhamos, fala sobre corrupção de autoridades, por exemplo, e sobre a guerra do tráfico no Rio de Janeiro. Inclusive, Maurício Farias, diretor do filme, queria ir além com a obra. “Meu maior interesse foi falar de uma pessoa que, de repente, se vê obrigada a dar um passo tão grande, por uma ética pessoal que ela não é capaz de transgredir", disse em entrevista à Folha Online.
O maior dilema de Verônica, nome da personagem principal que dá título ao filme, é decidir entregar, ou não, uma criança à proteção de representantes do Estado. O problema é que ela não pode confiar em todas as pessoas, muitos policiais estão envolvidos com tráfico de drogas e querem matar o menino que ela protege. Daí vem a eletrizante saga da professora de escola pública, Verônica, 20 dando aulas na periferia do Rio.
Para João Spott, estudante de Direito, a escolha do tema do filme é uma novidade para o mercado de cinema brasileiro. “O tema foi de grande valia, trouxe ao público temas como a valorização do professor e a capacidade de se preocupar com o próximo, assuntos esquecidos na sociedade”, afirma.
Contraditoriamente, “Verônica” é um retrato da realidade da periferia brasileira através de um ângulo que foge às favelas, corrupção e tiros, ainda que essas características estejam presentes no filme.
Folha Online
Globo.com







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