sábado, 19 de junho de 2010

A onda

Sinopse:
Rainer Wegner, professor de ensino médio, deve ensinar seus alunos sobre autocracia. Devido ao desinteresse deles, propõe um experimento que explique na prática os mecanismos do fascismo e do poder. Wegner se denomina o líder daquele grupo, escolhe o lema “força pela disciplina” e dá ao movimento o nome de A Onda. Em pouco tempo, os alunos começam a propagar o poder da unidade e ameaçar os outros. Quando o jogo fica sério, Wegner decide interrompê-lo. Mas é tarde demais, e A Onda já saiu de seu controle. Baseado em uma história real ocorrida na Califórnia em 1967.

Nome original: Die Welle
Origem: Alemanha
Gênero: Drama
Tempo: 101 min.
Lançamento: 2008
Classificação: 14 anos
Diretor: Dennis Gansel
Atores: Jürgen Vogel, Frederick Lau, Max Riemelt, Jennifer Ulrich, Christiane Paul, Elyas M'Barek, Cristina do Rego e Jacob Matschenz.

Trailer:



Imagens:
































Crítica:
Em 1967, uma escola secundária norte-americana, na Califórnia, viveu uma experiência, no mínimo, estranha. Um professor quis mostrar na prática como a ideologia fascista foi implantada na Alemanha, experimentando com seus alunos iniciativas de poder pela disciplina e pela comunidade. Uma onda fascista envolveu a escola e teve um desfecho terrível. Ron Jones, o professor de história, optou pela experiência quando percebeu que seus alunos não compreendiam como o povo alemão podia alegar ignorância em relação ao genocídio judeu pelos nazistas. O professor decidiu então simular o término da democracia para demonstrar como tudo ocorreu.

O filme A Onda é baseado nesse experimento pedagógico, porém transposto para a realidade da Alemanha, berço do nazismo, o que resulta em um filme que alerta para o potencial destrutivo do ser humano. As reações dos alunos e as transformações que eles passam demonstram os motivos que impulsionam a formação dos regimes políticos de extrema direita. O filme levanta questionamentos que demonstram que uma simples faísca pode reascender um regime fascista, principalmente considerando à realidade influenciável dos jovens, a ânsia por integração em grupos sociais e a autonegação para fazer parte deles.

A Onda, um filme crítico e inteligente, possui uma ótica pessimista, o que fica evidente em seu desfecho.

Opinião:
Rodrigo Guimarães, 30 anos, supervisor operacional.


Ainoã Scatolin

8 comentários:

Ariel Vido disse...

Filme interessante, para mim não deixa de ser inspirado em "Lord of the Flies" (O Senhor das Moscas) de William Golding, onde um grupo de alunos perdidos em uma ilha instituem um governo com leis próprias que culminam em acontecimentos extremos.
Vale fazer a pipoca.

22 de junho de 2010 às 05:16
Josiane disse...

Um filme que expõe de maneira criativa e com cores muito fortes que "simples faísca" pode trazer á tona coisas ruins que o ser humano carrega em seu coração. Junte à esse "incentivo" somado ao "mal que habita em nós",o poder que a influencia grupal tem nos jovens... o caos se forma. Irreversívelmente exposto o mais profundo do coração dos que governam ( ou pensam que governam!). Excelente filme!

22 de junho de 2010 às 05:25
Unknown disse...

Ao assistir esse video, vejo o poder de manipulação de um líder, seja ele em que área for. O que é referência hoje, em quem devemos nos espelhar e ver como referencial??? Vamos refletir .
Jaqueline

22 de junho de 2010 às 05:59
Miriã disse...

Não vi o filme. Mas pelo que li aqui, me interessou. Deve ser um filme que prende atenção e um pouco polêmico. Imagina um prof, simular o fim da democracia para explicar o que aconteceu ?! Que didática interessante...

22 de junho de 2010 às 06:16
Tamiris disse...

Não vi o filme, mas fica claro que os sentimentos "mal resolvidos" e "guardados" dentro dos sere humanos, buscam uma oportunidade de se fazerem conhecer. Principalmente sendo, nos dias de hoje, os jovens tão influenciáveis! É polêmico, mas muito interessante!

22 de junho de 2010 às 06:57
Silvio Iamondi disse...

O que pude perceber assistindo o trailer muito bem editado, é que o filme tem uma trama envolvente e mostra a realidade humana de que todos temos uma tendência a sermos manipulados e violentos. Que a maldade e o pecado faz separação do homem com Deus e que o ser humano possue índole inclinada para o mal.Vejo também que por trás do líder esta o poder malígno que o anticristo irá exercer, levando as pessoas a desafiarem a ordem correta das coisas.Meu desejo é que as pessoas possam se atentar ao assistirem esse filme que é necessário estar alertas ao poder das trevas, sabendo que somente através do amor de JESUS,que morreu por nosso pecado, podemos nós reconciliar com Deus e viver uma vida feliz.

22 de junho de 2010 às 08:14
Anônimo disse...

Aparentemente o ser humano é limitado e condicionado a regras e leis onde sao submetidos a uma rotina moralmente disciplinadas. Na primeira oportunidade de liberar seus verdadeiros sentimentos e obscuridades do coração realmente nada de bom poderia resultar-se. Mostra também a facilidade que o ser humano em busca por um ideal deixa-se influenciar pelas deturpaçoes e crueldades de seu coração para um falso bem maior.
...Junior

22 de junho de 2010 às 08:36
Mary disse...

Não assisti o filme, mas a sinopse é convidativa, mostra o lado obscuro que o ser humano possui quando uma liderança não é bem trabalhada...
Existem certos comportamentos que ainda permanecem intrínsecos na juventude atual.
Esse filme é polêmico mas de certa forma, traduz o comportamento real de uma sociedade talvez má direcionada.

22 de junho de 2010 às 09:25

Postar um comentário