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‘Moda fugaz’? Esporte contraria previsão


Paixão pelo futebol está ligada ao espetáculo, aprendizado fácil e imprevisibilidade.

“O futebol é uma moda fugaz, vai haver por ai uma excitação, um furor dos demônios, um entusiasmo de fogo de palha que não durará um mês”. A frase do escritor Graciliano Ramos, se dita hoje, poderia ser tida como um absurdo. É só prestar atenção nas vésperas de copa do mundo, final do Brasileirão ou Libertadores, campeonatos regionais, qualquer coisa que envolva o futebol. Logo vira o assunto principal nas rodas de conversa: quem deveria ser convocado; qual a escalação ideal; qual o melhor sistema tático; etc. A previsão nem de longe se cumpriu.

Um exemplo clássico é quando começa a Copa. O país inteiro para durante os jogos da seleção. Os horários de funcionamento da indústria, comércio e setores públicos são alterados para que todos assistam, torçam e festejem em caso de vitória. Nesse período os brasileiros ficam ainda mais empolgados, mais fanáticos e mais nacionalistas do que nunca. O que tem o futebol, que exerce tanto fascínio sobre o povo brasileiro? O que ele tem que os outros esportes não têm?

Questão de cultura

Para o sociólogo Marcos Eduardo Lima, professor do Unasp (Centro Universitário Adventista), toda a paixão e preferência esportiva de um povo refletem o seu estilo e a sua mentalidade. “O futebol no Brasil veio junto do carnaval como uma das fontes mais importantes da identidade brasileira. É só observar os esportes mais populares entre americanos e brasileiros, para entender as diferenças entra as duas culturas”, esclarece.

Para os americanos esportes como o basquete e o foot-ball, jogado com as mãos, são muito mais interessantes pela pontuação e placar mudando o tempo todo. Os americanos acham o “nosso futebol” chato: onde se viu um jogo terminar zero a zero? A preferência esportiva americana mostra o culto à produtividade reinante, enquanto no Brasil, valoriza-se, o prazer de um belo espetáculo.

O estudante de direito da Mackenzie – SP, Alfred Shimitke, é corintiano e comenta que assim como os americanos acham o futebol brasileiro chato, a maioria dos brasileiros acha o futebol americano uma estupidez. “Prefiro ir ao meu Pacaembu, ver o brilho do Ronaldo, do que ver aqueles brutamontes se empurrando”, escarnece.

Brasil do futebol

O antropólogo da PUC – Rio, Roberto Da Matta, em seu livro O que faz o brasil, Brasil, considera que o futebol tornou-se uma instituição nacional, assim como a cachaça, o samba, o música sertaneja, etc. Esta preferência e identificação do brasileiro com o futebol, talvez se deva ao fato de ele ser jogado com os pés. Os esportes jogados com as mãos como o basquete, handebol e vôlei, necessitam de uma alta precisão técnica e tática. É pouco provável que uma equipe superior perca para um adversário inferior nestes esportes. A imprevisibilidade do jogo de futebol, não só no resultado, traz uma emoção muito mais forte e apreciada pelo brasileiro.

O futebol também funciona como um instrumento de integração social. Graças a ele, o brasileiro experimenta as vantagens da organização e saboreia o gosto da vitória. Ao torcer por seus times favoritos, as multidões sentem que o seu desempenho produz resultados palpáveis significativos para a conquista de títulos.

Joyce Meirelles



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Livros encantados e filmes adaptados, funcionam?

Cada vez mais as telonas vêm reproduzindo os Best Sellers das livrarias, mas será que reproduzem mesmo? Atualmente livros entram no ranking dos mais vendidos e bilheterias estouram quase que simultaneamente. É o livro que faz vender o filme, é o filme que faz o livro voltar a ser vendido. A relação é quase matrimonial, mas será que é fiel?

Desde o surgimento do cinema essa película cinematográfica esteve intimamente ligada a literatura. Para quem não lembra nada muito marcante antes de Harry Potter e Senhor dos Anéis, um nome com certeza refrigerará a memória de todos: Sheakespeare!
Clássicos das prateleiras sempre são dignos de espaço nas bilheterias em novas adaptações, cada vez mais tecnológicas, procurando se aproximar do maior efeito especial que possa existir, a imaginação. Exemplo recente de Tim Burton, com sua versão 3D de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, que chegou a faturar 265,8 milhões de dólares nos Estados Unidos, nas primeiras três semanas após sua estréia.

A fábrica de sonhos Disney é mestre em transformar contos de fadas em personagens visuais, mas se engana quem acha que as adaptações são fortes apenas para o público infanto-juvenil. No ranking do American Film Institute (AFI), versão 2007, entre os filmes mais importantes da história do cinema, dos 100 indicados, 42 foram adaptados ou inspirados em romances ou contos, sete em livros de não-ficção, cinco em musicais ou peças de teatros, restando então 46 roteiros ditos originais. Entre as adaptações mais marcantes estão Rastros de ódio, O tesouro de Sierra Madre, Psicose, A primeira noite de um homem, Tubarão e O silêncio dos inocentes.

Mas como fica o item fidelidade? Verdade seja dita, não há como expressar minuciosamente centenas de páginas repletas de detalhes em 90 ou 120 minutos. Mesmo no caso de Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei com seus 201 minutos, as 364 páginas não estão completamente descritas nas películas cinematográficas. De acordo com a revista norte-americana Entertainment Weekly, alguns elementos acabam se perdendo nas adaptações para o cinema, não são raros os casos de produções desastrosas alvos de críticas. Aos diretores e roteiristas cabe o profissionalismo e sensibilidade de captar a “alma” da historia escrita.

É nesse ponto em que a polêmica cresce, aparece e escandaliza, e a questão livro ou filme sempre paira no ar. Para o estudante do 5º ano de Engenharia Civil, Heitor Gondim, a pior adaptação de livro que já viu é o recente O Ladrão de Raios, o primeiro exemplar da série Percy Jackson de Rick Riordan. A ausência do deus Ares e sua filha, o aparecimento da esposa de Hades, que não consta no livro, do monstro Hidra, que só irá dar o ar de sua graça no segundo exemplar, além do vilão do filme não ser o do livro são aspectos que descaracterizaram a história original. “O filme muda a história em pontos fundamentais, tiram personagens, acrescentam outros e exclui trechos importantes do livro que daria continuação a saga”. Afirma o universitário.

Expectador dos quatro primeiros filmes de Harry Potter e leitor da série, Heitor Gondim considera , dentre as adaptações que já viu, as do menino bruxo as mais fiéis ao original. Outro que segue bem a literatura é o filme Odiséia, já Watchmen e Eragon tem o seu final cinematográfico modificado do livro. Mas entre livros e seus respectivos filmes o universitário prefere a opção escrita “Se for para escolher sempre optarei pelo livro. É nele que esta contido a história por completo com todos os detalhes”. Enfatiza o estudante Heitor.

As histórias em quadrinhos também são um prato cheio para as produções de cinema que também andam pelos mesmos caminhos tortuosos das adaptações de livros. Em relação as versões audiovisuais de quadrinhos o universitário do 4º ano de publicidade e propaganda, Everson Torres, considera Batmam um dos mais fiéis as revistas, considerando que em HQ o enredo não está em apena um ou três volumes, mas em uma sequência de exemplares. “Dos filmes que vi sobre quadrinhos Batman foi o mais perto do original, já em Homem-Aranha houveram detalhes que fugiram da história”. Relata o estudante de publicidade Everson Torres.

Outras HQs que acompanha e que viu nas telonas foram Homem de Ferro, Electra, Demolidor, Hulk, O Justiceiro, Quarteto Fantástico e 300. “De todos que vi o melhor é 300.. até os takes do filme simulam bem as cenas desenhas nos quadrinhos”. Enfatiza o universitário. Que também comenta o bom resultado obtido em As Crônicas de Nárnia - O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa (livro de C.S. Lewis, roteiro para cinema de Ann Peacock). “Sempre os livros são bem melhores que os filmes, no qual muitos não são fiéis ao original, mas os bem adaptados valem a pena ver”. Ressalta o estudante Everson Torres.

O professor de Crítica de Mídia para o curso de jornalismo, Allan Novaes atenta para a desmistificação do conceito fidelidade relacionado a livros e cinema. “Precisa desmistificar o fato de que o filme deve retratar toda a obra, além de utópico é inviável na visão de mercado, são muitos detalhes que se fossem convertidos ao cinema teríamos filmes de mais de 6horas”. Esclarece o professor Allan.

A. Novaes lembra que o filme é uma arte distinta do livro. Ao cineasta cabe escolher a abordagem adequada, mas, na verdade, não deixa de ser uma releitura, considerando ainda o lado autoral e artísticos do próprio filme. Afirmar que produções audiovisuais nunca serão tão boas quanto as literárias precisa ser feito com cuidado, e rever o que é considerado. Se for apenas o aspecto fidelidade a sensação sempre será negativa, mas se levar em conta a originalidade e a adaptação como forma de arte, o resultado satisfatório poderá ser alcançado.

Para o professor o maior problema recentenesta relação entre livro e filme não é sua correta adaptação, e sim a descaracterização dos estilos literarios atuais. Apesar dos ocorrentes fenômenos de grande venda literária, o cinema chama muito mais atenção que o livro, por mais que haja criticas, as salas da grande tela são muito mais procuradas que as livrarias. Isso esta gerando outro fenômeno, as literaturas estão utilizando cada vez mais do cinema para vender seus exemplares, nisto alguns livros estão perdendo seu estilo literário para serem produzidos já em uma linguagem cinematográfica. “É como se fosse uma amputação da linguagem literária, não se escreve um livro pela literatura e sim como um produto pronto para o cinema”. Alerta o professor de Crítica de Mídia, Allan Novaes.

Na sua opinião a última adaptação que lhe agradou foi a do diretor Fernando Meirelles do livro Ensaio sobre a cegueira de José Saramago, e também a série Capitu da Rede Globo. Já as duas releituras que não vingaram foram Percy Jackson em O Ladrão de Raios, e a saga Crepúsculos, que, na sua visão, são livros já formatados para linguagem para o cinema.

Enfim, se livros adaptados para filmes funcionam ou não, apenas a comparação entre a obra literária e o roteiro cinematográfico não é suficiente, precisa compreender bem a essência do livro para exigi-la no filme. Afinal são duas artes de segmentos diferentes, características peculiares, recursos e limitações destintos, mas com um único propósito, entretenimento. Cabe ao leitor ser um bom espectador, e ao espectador um asiduo leitor.

Allana Ferreira

Piores adaptações

A revista norte-americana Entertainment Weekly elaborou uma lista com as 23 piores adaptações de livros para o cinema. Confira as 10 primeiras colocadas:

1. A Bússola de Ouro (2007)

2. O Código da Vinci (2006)

3. Amor em Jogo (2005)

4. Memórias de uma Gueixa (2005)

5. O Som do Trovão (2005)

6. Tróia (2004)

7. Bridget Jones - No Limite da Razão (2004)

8. Vanity Fair - Feira das Vaidades (2004)

9. Revelações (2004)

10. O Gato (2003) e O Grinch (2000)

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O Símbolo Perdido

Para os fãs do professor Robert Langdon, e suas aventuras repletas de enigmas, símbolos com significados que misturam ciência, história, e seu principal tempero, religião a terceira saga do intelectual em simbologia de Havard, sai da Europa e vem direto para a capital americana. Após uma caçada humana em Paris (Código Da Vinci), e uma explosão no Vaticano (Anjos e Demônios), Langdon é convidado as pressas para ministrar uma palestra em Washington, por seu rico amigo e mentor Peter Solomon, que por sua vez é um ilustre maçom e filantropo (O Símbolo Perdido).

Ao chegar ao local da dita palestra, o Capitólio dos Estados Unidos, Langdon percebe que caiu em uma armadilha feita por um psicopata que se autodenomina Mal’akh (”anjo” em hebraico). Convicto de que os instituidores de Washington, grande parte mestres maçons, esconderam relíquia dentro da cidade capaz de dar poderes sobre-humanos aquele que a encontrar, Mal’akh sequestra Solomon, no qual a condição para resgatá-lo é a ajuda de Robert com seus conhecimentos. O simbologista, para variar, entra em uma corrida contra o tempo para salvar aquele que fez papel de seu pai quando menor.

O Capitólio, a Biblioteca do Congresso, a Catedral Nacional e o Centro de Apoio dos Museus Smithsonian são alguns dos pontos da capital americana em que se encontram verdades ocultas, símbolos maçônicos entre outros segredos. Ao desenrolar da trama o professor, mais uma vez, conta com uma ajuda feminina, elegante e inteligente. Esta é a vez de Katherine, irmã de Peter conceituada cientista que estuda a influencia da mente humano no mundo físico, a Noética.

Como sempre, quando se trata de segredos e poder muitos são os envolvidos, poucos os prováveis como Inoue Sato, autoridade máxima do Escritório de Segurança da CIA, e Warren Bellamy, responsável pela administração do Capitólio. Um dos momentos de tensão fica por conta da situação em que Langdon é preso em um tanque que esta enchendo rapidamente de água e ele tem 60 segundos para decifrar um padrão codificado de 64 símbolos, em uma narrativa de perder o fôlego.

Os temas maçonaria, Washington, seus fundadores, símbolos e tesouros não são novidades nem na literatura, nem na grande tela. O filme A Lenda do Tesouro Perdido, da Buena Vista International, empresa da Disney, tendo como protagonista Nicolas Cage no papel de Benjamin Franklin Gates explora exatamente cada um desses pontos. Mas como se trata de um tema de grande ocultismo, as suposições sobre seus segredos são inesgotáveis. A Columbia Pictures já começou a adaptar livro para a versão filme, agora com o roteirista Steven Knight, e a ainda não confirmada, mas esperada, presença do ator Tom Hanks. Espera-se apenas que dessa vez seja realmente uma ADAPTAÇÃO do livro de Dan Brown, ação cumprida com muitas falhas nas duas edições anteriores.

Allana Ferreira

Dados: Brown, Dan. O Símbolo Perdido. Editora Sextante, Rio de Janeiro, 2009, 489 pp
Trecho de O Símbolo Perdido, de Dan Brown

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A Arte da Guerra

Antigo no seu conceber e atual no seu aplicar. A Arte da Guerra, escrito há cerca de 2.500 anos, no século IV a.C, pelo general Sun Tzu, ainda é encontrado nas listas de mais vendidos ou indicados. As estratégias do general chinês que viveu na época dos Estados guerreiros da China, sendo súdito do rei da província de Wu, comandou e venceu batalhas, podem muito bem ser postos em prática na vida, principalmente no âmbito profissional.

Mesmo sendo puramente militares, os ensinamentos e conselhos de Sun Tzu se adaptam perfeitamente ao universo dos negócios. Afinal, se a concorrência é uma “inimiga”, o mercado é um verdadeiro campo de batalha.

Expondo de forma inteligente a importância da disciplina, planejamento, obediência e motivação das tropas. A primeira lição a ser extraída desta obra que atravessa séculos é sobre a primeira batalha, esta no qual travamos com nós mesmos. Trabalhar em conjunto é imprescindível para a vitória, além de conhecer o ambiente de ação, os obstáculos a serem vencidos, e obviamente os seus próprios pontos fortes e fracos.

O livro é dividido em 13 capítulos que ressaltam desde o planejamento das ações até, as variações do tempo, até a sabedoria de utilizar as ações do “inimigo” como algo benéfico. Além da relação do comandante para com os comandados que deve ser de respeito e disciplina, valorizando as ações rápidas e furtivas. Vitória também não é sinônimo de confronto direto que leve à morte massiva, e sim de uma estratégia eficiente.

Capítulos do livro A Arte da Guerra:

1. Planejamento Inicial: Ênfase /2. Condução da Guerra/ 3. Estratégia Ofensiva/ 4. Formas e Disposições (ou O Poder da Defesa)/ 5. Energia em Potência/ 6. Pontos Fortes e Fracos (ou Vazio e Cheio)/ 7. Manobras/ 8. As Nove Variáveis que são:

. Não acampe em terrenos baixos;

. Não ignore a diplomacia em terreno aberto (comunicante);

. Não permaneça em terreno desolado;

. Em terreno fechado, planeie uma fuga;

. Em situação desesperada, lute até a morte;

. Há estradas que não devem ser seguidas;

. Há momentos em que não se deve capturar o inimigo;

. Há cidades que não devem ser atacadas, territórios que não devem ser disputados;

. Há ocasiões em que as ordens do comandante não devem ser seguidas.

9. Marchas ou Movimentações do Exército/ 10. Terreno/ 11. As Nove Variáveis do Terreno (ou Nove Regiões) que são: a região de dissolução, a região leve, a região de contenda, a região de tráfego, a região de intersecção, a região pesada, a região ruim, a região sitiada e a região de morte (ou mortal)/ 12. Ataques com Fogo/ 13. Utilização de Agentes Secretos


Allana Ferreira

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O Mundo Das Copas De Lycio Vellozo Ribas


Editora Lua De Papel Páginas : 608

Quem vê uma Copa do Mundo hoje, com a riqueza de detalhes que temos atualmente, não imagina como seria a cobertura de um Mundial nos remotos anos 30. Afinal, naquela época não existia a TV digital, que só entrou em cena para o Mundial de 2006; nem a rapidez da internet, que apareceu neste cenário apenas a partir de 1998; ninguém dava importância às estatísticas antes de 1990; só em 1974 passou-se a transmitir imagens ao vivo e a cores; ou o replay instantâneo, novidade no Mundial de 1970. Pensando bem, não havia nem a transmissão ao vivo pela TV, que começou em 1954 (e no Brasil só em 1970). Ou sequer a transmissão por rádio, que surgiu em 1938.

Assim, o grande objetivo do livro de Lucyo Vellozo é oferecer a mesma riqueza de informações sobre todas as copas, e da forma mais completa possível. São mais de 700 jogos, cada um deles com sua própria história, o que o torna uma obra única. Em 80 anos de histórias, é fácil verificar por que a Copa do Mundo se tornou o maior espetáculo da Terra. Que atrai milhares aos estádios e a frente da televisão.

O livro ainda conta com curiosidades, como Quem são os melhores goleiros da história? E os maiores artilheiros? Quais são as 10 maiores séries invictas? E as 10 maiores viradas? Quais pênaltis perdidos mudaram o rumo das Copas? E os gols contras? Aliás, como surgiram os cartões amarelo e vermelho no futebol? Qual a verdade sobre Ronaldo na Copa de 1998?

Nesta obra, de quase dois quilos de pura informação sobre futebol, Lucyio elaborou um conteúdo jamais descrito com tantos detalhes em livros do gênero. Foram 6 anos de pesquisas, análises e compilação de dados, cujo resultado pode ser visto agora numa obra ricamente ilustrada.


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Joyce Meirelles
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O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry


Editora: Agir Páginas: 198

Esta é a história de um príncipe que mora num planetinha. O narrador encontra o pequeno príncipe quando ele fez um pouso forçado no deserto de Sahara. Ele estava consertando o seu avião quando ouve uma vozinha pedindo-lhe para desenhar um carneiro. O narrador voltou-se e viu o pequeno príncipe. O aviador soube que o príncipe veio de um planeta tão pequeno que ele podia assistir o por do sol quando ele quisesse, bastava para isso, girar o corpo.

O princepizinho pediu-lhe para desenhar um carneiro. Ele queria o carneiro por que o carneiro come arbustos. E assim poderia comer os baobás que eram um problema em seu planeta. O narrador ponderou que baobás são árvores grandes, mas o príncipe explicou-lhe que eles nascem pequenos, mas ficou preocupado por que carneiros comem flores também e ele tinha uma flor muito especial em seu planeta, uma flor que amava muito.

A flor embora bonita e cheirosa era vã e exigente, ingênua e orgulhosa! Acreditava que seus espinhos a protegeriam, exigiu que o príncipe a cobrisse com uma tela. Disse-lhe para colocá-la sob um globo de vidro à noite para protegê-la do frio. Embora o príncipe a amasse, estava cansado de ouvir-lhe as exigências, assim ele partiu de seu planeta com um bando de pássaros em migração.

Na Terra queria descobrir amigos e conhecer muitos lugares e coisas. Um dia conheceu a raposa e fez amizade. Umas das coisas que ela lhe dissera foi: - A gente só conhece bem as coisas que cativou, os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas, mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me! ...

Sem dúvida, as crianças acolherão de braços abertos esse livro, porque elas são capazes de compreender tudo, mesmo os livros para gente grande. Pois temos a certeza de que se trata de um livro - e urgentíssimo, para adultos. "O Pequeno Príncipe" é uma fábula. Ou, se preferir, uma parábola.

Não é um livro para crianças, porque traz justamente a mensagem da infância, a mensagem da criança. Este livro é também um teste. É o verdadeiro desenho número 1. Se não quer compreender, se não te interessa pelo seu drama, aqui fica a sentença do Príncipe: - "Tu não és um homem de verdade. Tu não passas de um cogumelo!"

Joyce Meirelles
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O menino do pijama listrado de John Boyne


Editora: Companhia das Letras Nº. de páginas: 192

Bruno é um menino de nove anos que mora em Berlim com a família e sabe muito pouco da vida além do que acontece fora de sua casa e escola. O que ele descobre logo no ínicio do livro é que ele e a família terão que se mudar de Berlim, por conta do emprego do pai e ordens de seu chefe. Contextualizando, estamos na década de 40, em plena segunda guerra mundial o pai de Bruno é um militar alemão que responde diretamente a Hitler e a família muda para a casa vizinha ao campo de concentração de Auschwitz.

Com o passar do tempo Bruno vai se adaptando a nova situação descobrindo mais sobre a família, sobre a Alemanha e sobre os vizinhos que moram do outro lado da cerca e só vestem a mesmo traje. E é por acaso que em uma exploração das redondezas, Bruno faz amizade com um menino que sempre veste um curioso pijama listrado. E essa amizade mudará a vida de ambos.

Apesar de ser uma história inusitada, já que é vista pelos olhos de uma criança, falta muito mais visão do Holoucausto em si. A história basicamente é focada em Bruno e nas relações familiares. Alguns personagens são muito mal construídos em determinados momentos esquecemos que eles existem. Tudo gira em torno de Bruno suas insatisfações e indagações a respeito do destino de sua família e os mistérios que cercam os vizinhos do outro lado da cerca.

O grande erro de Boyne está em assoprar demais a ferida e não mostrar mais a crueldade e realidade do campo de concentração. E nos momentos em que são mostrados o efeito é minimizado pela inocência de Bruno que sempre tenta arranjar alguma explicação para as cenas de abuso dos soldados.

Faltou ainda um maior detalhe histórico, pois temos alguns fatos aleatórios jogados ao leitor, mas repito, culpa da ignorância ou inocência de Bruno. Mesmo assim vale a pena ler o livro, Boyne tem alguns bons momentos, os quais não citarei aqui para não estragar as surpresas e muito menos o final surpreendente que o livro relata. O ponto alto é justamente a amizade entre Bruno e Shamuel e o nó na garganta que nos dá a cada página lida.

Confira aqui uma entrevista com o Dr. Reinaldo Siqueira, sobre as seqüelas do Holocausto na comunidade judaica.




Joyce Meirelles
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Alice no País das Maravilhas

Alice nos País das Maravilhas, com o título original em inglês Alice's Adventures in Wonderland, abreviado para "Alice in Wonderland" é um clássico que teve sua primeira publicação em 4 de julho de 1865 com autoria de Charles Lutwidge Dodgson, com o pseudônimo de Lewis Carroll. Por mais que se trate das aventuras lúdicas de uma menina, o seu gênero surrealista deixa muita dúvida se este é realmente um material para o público infantil.

Talvez a literatura adaptada pela Disney possa ter um tom mais inocente, realçando a magia e imaginação contida nos sonhos de qualquer criança, mas a literatura de Carroll possui abordagens muito mais densas que simples cenários encantados. No capítulo “Conselhos de uma Lagarta” a senhora Lagarta Azul a indaga de quem Alice realmente é, e a faz refletir e revelar sua crise em relação as constantes mudanças de tamanho no qual a personagem passa durante o livro por conta de duas formulas que a faz crescer de mais, ou ficar bem pequenininha. Deixando clara a metáfora de conflito de identidade e transição de idade que o autor expos a personagem.

Outros pontos de alta reflexão, mas sutil na mesma proporção é a característica curiosidade juvenil que pode levar a conflitos e confusões. O coelho de traje social, sempre olhando o relógio, apreçado, mostrando que já naquela época havia tendência a correria de querer sempre fazer mais em menos tempo, além da submissão por medo dos superiores no trabalho.

A caricatura do casal real de copas no qual quem realmente manda é a rainha, e o rei se mantém em sua posição de frouxo. O chapeleiro maluco e a lebre de março se revelam em seu eterno estado de loucura normal e obvia para eles e sua hora constante de chá.

O escritor e matemático inglês, reconhecido por seus livros infantis, também era gago e tímido, preferindo a companhia de crianças. Rumores conotam um interesse afetivo do autor por meninas, justificando a inspiração do Best seller ser uma das três irmãs Liddell, filhas de Henry George Liddell, o vice-chanceler da Universidade de Oxford no qual Carroll lecionava, Alice Pleasance.

Alice já foi tema de alguns longas. O desenho produzido pela Disney era uma das figuras mais representativas da menina Alice, até a própria “Wonderland” das crianças (Walt Disney) lançar este ano – 2010 - uma versão filmada em 3D, rica em detalhes com uma Alice de 18 anos jovem e bela. Além da presença do ator que consegue combinar bizarrice e beleza em um só ser. Johnny Depp é completamente equivalente ao universo louco, mágico e encantador do País das Maravilhas.

Allana Ferreira

Ouça a baixo um trecho lúdico e celebre de Alice no País das Maravilhas


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O Ladrão de Raios

O livro que esteve por muito tempo no topo da lista das sagas mais vendidas no The New York Times, traz a mitologia grega para os dias atuais.

O primeiro exemplar da série Percy Jackson e os Olimpianos retrata um garoto de 12 anos problemático tachado de disléxico e hiperativo, que mora com a mãe e o padrasto chato em Nova York e nunca conheceu seu pai. Acostumado as coisas darem sempre errado e a esquisitices em sua vida Percy em seis anos foi expulso de seis escolas. Mas na última escola coisas estranhas começaram a acontecer, e no dia que sua professora de matemática se transforma em um monstro mitológico que tenta matá-lo, o garoto descobre que realmente ele não é normal, mas sim especial.

O autor do livro, o norte-americano Rick Riordan, professor do segundo ciclo do ensino fundamental, faz o leitor caminhar pelas páginas desvendando a saga do garoto que descobre que é filho de Poseidon, o Deus do Mar. Junto com seus novos amigos um sátiro e a filha de Atena, o menino Percy tem apenas dez dias para recuperar nada mais, nada menos que o raio-mestre de Zeus, no qual representa a destruição original, e assim restabelecer a paz no Olímpo.

A trama é cheia de aventuras que mistura mitologia em um contexto atual. Enigmas, traição, oráculo e muita história fazem dessa uma mistura de sucesso. Outro ponto é o conhecimento que o autor tem do seu público. No site (que possui mais quatro exemplares: O Mar de Monstros; A Maldição do Titã; A Batalha do Labirinto; O Último Olimpiano) da série há jogos, vídeos, sugestões de atividades tanto para professores, como para grupos de leituras. Se apresentando não apenas como uma literatura, mas como forma de ensino.

Entrando na onda blockbuster esse é mais um best seller do público infanto-juvenil que vira filme. A moda de lançar filmes logo após sucesso de livros vem se comprovando como uma fórmula bem lucrativa. Dirigido por Chris Columbus pela Fox Film, a aventura do menino Percy estreou em fevereiro deste ano nas telonas do Brasil.

Título original: Lighting Thief, The
Tradutor: Ricardo Gouveia
Editora: Intrínseca
Publicação: 2005 / 2008 (Brasil)
Acabamento: Brochura
Páginas: 400

Allana Ferreira

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Comer, Rezar, Amar de Elizabeth Gilbert


Editora: Objetiva | Nº de Página: 344

Quando completou 30 anos, Elizabeth Gilbert tinha tudo que uma mulher americana moderna, bem-educada e ambiciosa pode querer: um marido, uma casa de campo, uma carreira de sucesso. Mas não se sentia feliz: acabou pedindo divórcio e caindo em depressão. Passando por vários relacionamentos que não deram certo ela decidiu dar uma pausa na vida, para refletir, viajar, cuidar dela mesma.

O livro Comer, Rezar, Amar narra as memórias da autora, que viajou por três países – Itália, Índia e Indonésia - por um ano para tentar se “reencontrar”. Com sua vida toda debilitada após um árduo processo de divórcio, sentiu que precisava de um tempo para se reestabelecer – e mais que isso, se renovar como pessoa. Decidiu rumar à Itália para aprender a sentir prazer através da comida e para aprender italiano, idioma pelo qual sempre se sentiu atraída. Na Índia se concentrou em sua espiritualidade, praticando meditação e buscando um auto-conhecimento mais profundo. Em Bali, na Indonésia, tinha a intenção inicial de se preparar para voltar aos Estados Unidos, mas pelas curvas do destino, encontrou o amor de seus sonhos por lá e aprendeu não só a amar mais autenticamente, como a se deixar ser amada.

É justamente esse tom romanceado, aparentemente natural, que atribui ao livro essa qualidade tão magnética. Mas não é só isso. A autora é de uma sensibilidade mental refinadíssima e ora nos comove com suas experiências tão bem retratadas com suas palavras, ora nos faz rir com seu aguçado senso de humor.

Se você é uma pessoa prática e objetiva e vive satisfeita com a própria vida, talvez a história não lhe interesse. Por outro lado, quem têm uma cisma com essa vida, que anseia por refletir sobre a própria existência, e vive assolado por dúvidas de todos os lados, encontrará nos relatos da autora uma infindável seqüência de grandes momentos, emoções e uma profunda busca pela religião.

E há também um filme baseado no livro que estreará em 2011 nos cinemas dos Estados Unidos e no nosso em seqüência. A atriz Julia Roberts interpretará a escritora Elizabeth Gilbert. Até o momento também estão confirmados a participação dos atores Richard Jenkins (Queime depois de ler), Javier Bardem (Vicky Cristina Barcelona) e James Franco (Homem Aranha).

O filme ainda está em pré-produção e será dirigido por Ryan Murphy (roteirista, produtor e diretor de vários episódios da série "Nip/Tuck") e conta com o ator Brad Pitt como um dos produtores.

Assista o trailer.


Aqui vai um pequeno trecho do livro:

Capítulo 1

Eu queria que Giovanni me beijasse.

Ah, mas são tantos os motivos que fariam disso uma péssima idéia... Para começar, Giovanni é dez anos mais novo do que eu, e – como a maior parte dos rapazes italianos de vinte e poucos anos – ainda mora com a mãe. Só esses dois fatos já fazem dele um parceiro romântico improvável para mim, já que sou uma americana de trinta e poucos anos que trabalha, acaba de passar por um casamento falido e por um divórcio arrasador e interminável, imediatamente seguido por um caso de amor apaixonado que terminou com uma dolorosa ruptura. Todas essas perdas, uma atrás da outra, deixaram em mim uma sensação de tristeza e fragilidade, e a impressão de ter mais ou menos 7 mil anos de idade. Por uma simples questão de princípios, eu não imporia essa minha pessoa desanimada, derrotada e velha ao adorável, inocente Giovanni. Sem falar que eu finalmente havia chegado à idade em que uma mulher começa a questionar se a maneira mais sensata de superar a perda de um lindo rapaz de olhos castanhos é mesmo levar outro para sua cama imediatamente. É por isso que já faz muitos meses que estou sozinha. É por isso, na verdade, que decidi passar este ano inteiro sozinha.

Diante do que o observador mais arguto poderá perguntar: "Então por que você veio para a Itália?"

E tudo que posso responder – sobretudo quando olho para o belo Giovanni do outro lado da mesa – é: "Boa pergunta."

Fonte do trecho do livro: Veja.com

Joyce Meirelles
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